sexta-feira, 13 de abril de 2012

Moschino: humor pós-modernista

         É, ando cheia de inventar moda por aí, e não moda de moda, mas enfim... Estou há quase 3 anos na faculdade e como nunca pensei nisso? Hoje decidi fazer algo diferente... ALOCA! Com mudanças no blog, agora com seções novas e tudo mais, por que não uma? A seção se chamará "Theory" (Teoria), onde tratarei da Moda de forma mais teórica, coisa que sou apaixonada e não sei como não pensei nisso antes... Na verdade, já pensei e jpa escrevi uns bons textos longos sobre pensamentos meus por aqui, mas não com uma seção destinada, exclusivamente, a isso. 
          Vocês poderão conferir alguns trabalhos meus para faculdade, pesquisas que eu faço por fora, alguns tipos de análises de tendências - coisa que amo e nem preciso comentar pra quem acompanha o blog nesses, quase, 3 anos - e por aí vai.. Já aviso desde já que é uma seção pra quem gosta de ler e as imagens não serão prioridade por aqui como já foi nesse decorrer do blog.

       Para estrear, tive um trabalho da matéria de Teoria da Moda III onde tivemos que escolher um designer que tivesse trabalhos com características pós-modernistas e argumentar o porquê de acharmos isso, se ele foi durante toda a carreira ou se foi somente uma coleção. E eu escolhi o Moschino.




         

Pós-Modernismo é o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde, aproximadamente, a década de 50, quando, por convenção, se encerrou o modernismo (1900-1950). Surgiu como a desconstrução de conceitos realistas e rígidos impostos à sociedade Moderna. Seu conceito é vago, porém é caracterizado por uma sociedade culturalmente híbrida, fragmentada, multifacetada, assim como adepta a paródias sobre qualquer que seja o assunto tratado. Podemos citar como característica do movimento acontecimentos em vários setores como pensamentos e estilo de vida, mas em contraponto, sua principal característica é não possuir uma própria.

         
O estilista e a marca pós-moderna escolhida para ser estudado foi o italiano Franco Moschino (1950-1994). Nascido em Milão, centro da moda europeia, ingressou no mundo das artes estudando na Academia delle Belle Arti, em Milão, com o objetivo de se tornar pintor. Para conseguir manter-se na faculdade de artes, começou a fazer desenhos e vendê-los para confecções locais, arrecadando fundos e, assim, aos poucos, inseriu-se no mundo da moda. Em 1971, começou a trabalhar como desenhista com Giane Versace e trabalhou como estilista por seis anos, até se tornar estilista da marca italiana Cadette, em 1977. Em 1983, fundou sua própria marca: Moschino. 

         
A combinação de paródias, efeitos e corte clássico de Moschino firmou-se com a moda obcecada da década de 80. O estilista fazia das roupas sua forma de expressão e crítica sobre a indústria da moda como camisetas com os dizeres “This is a Very Expensive Shirt”¹ e “Ready to Where¿”². Acreditava que as roupas deveriam ser como uma tela para projetar o espírito de cada um e que todos precisam de amor, simplicidade e ternura. Por suas particularidades era conhecido como o “bobo da dorte da alta costura” dividindo o posto com Jean Paul Gaultier. Com o lema de nunca levar a moda tão a sério, podemos caracterizar o estilista como Pós-Moderno. 


         
Pouco antes de sua morte trágica, aos 44 anos, no auge de sua carreira profissional, o estilista discute o futuro de sua marca com sua assistente e braço direito desde o começo da empresa, Rossela Jardini. Após sua morte, é Rossela quem assume o cargo de estilista da marca e, atualmente, mantém seu trabalho com foco na marca, inspirando-se, sobretudo, no fundador da empresa. Podemos caracterizar a marca Moschino, através de sua história, como pós-modernista, principalmente constituir uma paródia à paródia, produzir roupas excêntricas e cheias de humor. 


          

 Suas duas últimas coleções, por exemplo, têm elementos western³ com um olhar contemporâneo de uma cowgirl-chic e, em contraste às formas rústicas e masculinizadas do Velho Oeste, temos a feminilidade lady like e um quê de futurismo da década de 60. Mais especificamente, na coleção de Inverno 2013, a última apresentada pela marca, teve influência de bonequinhos de chumbo, que junto com as diferentes referências visuais anteriormente citadas, ganha uma reformulação pós-moderna do clássico e eternizado brinquedo e acréscimo de elementos militares na modelagem e com toques de dourado. As cores são principalmente o preto, branco e vermelho - cores identitárias da marca - junto com azul cobalto e amarelo. Uma coleção sem estampas garante o excesso, personalidade da marca, com recortes, dresscoats, matelassê, capas, plissados, shapes ora largos ora com cintura marcada e bordados. O contraste entre o masculino e o feminino é evidente e o que é contrastante se transforma em uma hibridização de estilos com a adição de diferentes formas, texturas e contemporaneidade. 

           
A campanha do Verão 2012 da marca, com roupas de inspiração espanhola como a coleção da estação, mais especificamente com uma estética de toureiros, são fotografadas em Roma, e foge da representação estética italiana. E não só de desfiles e campanhas que suportam uma marca. Elementos pós-modernistas se encontram em vitrines das lojas como, por exemplo, uma vitrine sem roupas preenchida por um quadro enorme parodizando a obra de René Magritte “Ceci n’est pas une pipe”, do ano de 1929, com escritos “Ceci n’est pas une boutique, preenchido por uma fotografia de manequins nus. Ao longo da sua história, a marca conta com representações estilísticas apresentadas através de elementos estéticos distintos e opostos, porém, em suas coleções, alcança a harmonia estética preponderante ao universo da moda em geral.

         
Mesmo depois da morte do fundador da empresa, sua marca mantém a característica com harmonia, conceito e muito bom humor nas mãos da atual e fiel estilista que está por trás de segundas linhas da marca como Moschino Cheap and Chic, uma linha mais irreverente e acessível direcionada ao público jovem com o conceito de grife em adquirir um produto com preço mais acessível e chique, com qualidade acima de tudo, e a linha Love Moschino, antes Moschino Jeans. Sem esquecer da linha de perfumes da marca, que tornou-se responsável pelo maior faturamento da empresa. Atualmente, a marca faz parte do grupo italiano Aeffe (que também administra marcas como Jeans Paul Gaultier, Alberta Ferretti e Narciso Rodriguez) desde o ano de 1999.

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¹ Tradução livre para o português: “Essa é uma camiseta muito cara”.
 ² Paródia de “Ready-to-Wear”.
 ³ Exemplo também abordado pelo autor James Jamerson estudado em sala de aula.

Enfim, essa é uma seção para os que sentem falta de teoria de moda, n geral, em blogs e sites. Espero que gostem! 
Bejasso!

terça-feira, 13 de março de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Entrevista: um olhar expressionista - João Evangelista

Decidi começar uma seção de enrevistas aqui, acho interessante compartilhar idéias e opiniões sobre diversas áreas. Mas isso é algo que vai acontcer durante o tempo, sem comprometimentos e quando oportunidades surgirem. E não, o assunto de hoje não é Moda propriamente dita, mas sim arte.

Mineiro que mora em Curitiba, João Evangelista é um documentarista e artista plástico. Conheci suas obras ano passado em Curitiba, durante um evento na House of Shoes by Fernando Pires. Me encantei por algumas obras que estavam expostas.



SAM: Quais são suas principais influências?


JE: Pensando em pintura Carlos Bracher, Carlos Scliar e Inima de Paula,

falando em grandes nomes Van Gohg e Jean Michel Basquiat....
Porem ai tbm tenho uma convivência longa em Minas com o pessoal de vídeo e
cinema, Rafael Conde, Patricia Moran e Eder Santos.




SAM: Além de artista plástico, você é documentarista também, né?



JE: Verdade, o documentário sempre foi uma forma de me expressar e falar das

questões sociais que me afligem, entre eles, “Vida Fácil” disponível no
meu canal no Youtube, ele me marcou pela participação do Grupo de teatro
Galpão, hoje sucesso mundial, e pelo lançamento conjunto em Belo Horizonte
com meu amigo Gilberto Dimenstein, ele lançava o livro “Meninas da Noite”.



SAM: Como desenvolveu seu estilo de pintura?



JE: Sempre fui autodidata, conselho do Bracher que quando cheguei alegre com

vários livros, queimou todos... kkk



SAM: É evidente que a mulher é fonte de inspiração contínua pra você. Por quê?



JE: A mulher é tudo, é nossa mãe... Amamenta-nos... Impossível pensar o mundo

sem elas, já na fase adulta ela representa todos os nossos desejos,
acredito que o homem vive e tudo faz para impressionar positivamente as
mulheres... Sou um eterno admirador da beleza feminina, e vale a pena
ressaltar que cada uma tem sua beleza única...



SAM: Em um depoimento, o crítico Morgan Motta disse "João Evangelista,

documentarista e artista plástico, inicou sua carreira sob olhos de peso
da arte: Carlos Bracher, Scilar, Inimá de Paulo, Siron Franco e o

colecionador Gilberto Chateubrind." Como foi começar.. assim? Rs



JE: Ótimo, tinha bons mestres, mas ao mesmo tempo tinha o melhor deles, a

crítica... Se tinha o que melhorar em determinada obra, ouvia na lata, ia
lá e refazia... Nunca me senti pressionado por isto, eram grandes nomes,
mas sempre tive pra mim que todas as pessoas são iguais, lição de minha
mãe, então sucesso material de ninguém me impressiona... Amor sim é um
diferencial pra mim...



SAM: Qual dica você deixa pra quem deseja seguir com a carreira artística em

geral?



Paciência, amor e visão de marketing, arte apesar de todo o amor que a

cerca é um produto e precisa ser vendido, artista tbm come... kkkk


    Fotos: Reprodução

João, mais uma vez, obrigada por aceitar responder!

Espero que tenham gostado! Bejasso!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Editorial: 'trAnspoRTation" pro Tache53

Vocês já estão familiazirados com o meu brechó Tache53. Ontem, no domingo, contei com a parceria da minha amiga e querida fotógrafa Camila Rotta para o primeiro de muitos editoriais que estão por vir. Então deixo pra vocês uma prévia do nosso trabalho. Vocês podem conferir todas as fotos clicando aqui.



As peças já estoa disponíveis pra venda... Espero que gostem!
Bejasso!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Só pra reflexão

O Facebook tá lotados de imagens compartilhadas de assuntos diversos, né? Não tenho problema em compartilhar o que eu realmente acho que valha à pena, mesmo vendo tantas coisas away pelo mural.
Mas de uns dias pra cá uma imagem de um gráfico sobre Moda surgiu.. Não que tenha me incomodado plenamente, mas generalizou muito.


Particularmente, esse gráfico não condiz com a minha situação em relação aos meus estudos. As perguntas citadas são sim verdadeiras, mas discordo com a porcentagem agregada ao gráfico. Atualmente, a opção "Ah, existe faculdade pra Moda?", por exemplo.. Nunca ninguém me fez essa pergunta, e que me perdoe, mas se realmente não souber, é uma questão de informação. "E então, me diz... O que que tá na moda? Quais são as tendências?" essa sim seria a opção de maior porcentagem. E não ligo nem um pouco em responder e atualizar a pessoa.
Sem contar que, muitas outras perguntas mais interessantes surgem a respeito quando digo para alguém que faço faculdade de Design de Moda. Como "Quais são as matérias?" "Como é a qualificação dos professores?" "Como é o mercado na cidade que você estuda?". Os 'desfiles estranhos' aparecem, mas sempre em segundo plano e sempre esperam alguma explicação da minha parte.

Desfiles estranhos é uma conotação pra gente leiga no quesito moda, não que tal pessoa não saiba se vestir ou não entenda de tendências e afins. Os desfiles são espetáculos, por isso em inglês chama "Fashion Show". É uma demosntração de arte, de expressão. É o que a moda é. Um show de uma banda pode ser espalhafatoso e um desfile de Moda não? Por quê? Ambos estão ali por um motivo em comum: expressão. A banda pode querer divulgar um novo álbum, assim como os estilistas querem mostrar a nova coleção. Que por sinal, é um trabalho árduo, com muito perrengue - inclusive nos minutos finais com coisas que saíram do planejado e/ou falta de tempo pra cuidar de detalhes - e tudo é camuflado com a galmourização. Isso ninguém enxerga, né? 
É mais fácil falar que é esquisito do que TENTAR achar alguma explicação e entender a arte por trás, de uma forma mais pura. Mas né? Convenhamos que isso que acabei de dizer é de uma forma generalizada e que nem todos que trabalham com moda acertam sempre. Só pra constar.

Gente, isso é uma opinião minha, não quero criticar, nem nada.. Mas tentar penetrar, um mínimo, que seja na cabeça dos alunos de Design de Moda. Que concordando com isso, é mais um motivo pra continuarem a achar a moda como algo fútil, algo desnecessário.. Temos que saber nos impor perante às situações e defender o que fazemos, porque se fazemos, é porque amamos. E eu, pelo menos, defendo o que amo.
Pessoas próximas me criticam por fazer o que eu gosto, apesar de aceitarem a situação. Nós temos que nos impor, ter bons argumentos para defender nossa paixão e não só com "ah, mas você sai de casa pelado?" e a pessoa responde qualquer coisa e ficamos quietos. Temos que argumentar, temos que brigar e discutir para estabelecer e difundir o real valor da Moda.

Enfim, espero que tenham entendido o que quis dizer.
Beijos!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Samuel Cirnansck, Lady Gaga e Fetichismo no Verão 2012

Enquanto fico aqui do outro lado do estado de São Paulo, assistindo ao FFW Ao Vivo, a espera do desfile do estilista Samuel Cirnansck, a equipe do site acompanha o backstage para a coleção  Inverno 2012. E eis que eles me reprisam o coleção passada... Que eu havia visto somente por foto. Esse desfile me abriu os olhos para algumas coisas que passam despercebidas, por mais que saibamos inconscientemente, mas não paramos pra pensar e refletir no assunto. E assistidno agora, seis meses depois, que caiu a minha ficha.

Quero dizer desde já que isso é apenas uma opinião pessoal e que ão quero influenciar ninguém, mas que minhas palvras sirvam pra algumas pessoas parar e pensar mais no assunto MODA.
Já fui em duas edições da maior semana de moda do país e tenho que admitir que é uma loucura. É maravilhoso pra quem gosta de moda, quem estuda, quem trabaha ou pra quem apenas acompanha.

Quando começou a tocar Lady Gaga, um ponto de interrogação em negrito gritou na minha cabeça, continuei assistindo... Não conhecia  a música, me perdooem os que são fãs assíduos de Lady Gaga, mas gostava mais no começo da fama e não conheço o novo CD a não ser a música 'Born This Way', que teve uma versão mais calma, sem batidas, como um acústico, se não me engano, foi a segunda música do desfile.
Estamos acostumados com desfiles turbulentos, com músicas que não param, mais pra um ritmo 'dançante', que quer não, quer sim, dança junto com os passos das modelos durante os 10 minutos aproximados do show.
As modelos têm que ter seus passos em sincronia com a trilha do desfile, com a roupa, maquiagem e cabelo que estão usando, só assim mensagem consegue ser passada. É um conjunto.
Quando trocaram a trilha, até abri todos os sites que estavam aberto pra ver se a música não era, por acaso, de nenhum outro site, nao havia sincronia alguma entre as modelos, com a música. Passos rápidos, forezes, com uma música calma. Não sei se foi ensaido assim ou no calor e emoção do momento, algumas mdoelos não pegaram o feeling do mometo. Mas depois percebi que realmente era. Começou a teatralidade do desfile, como poderíamos esperar. Afinal, o feeling fetichista podia ser sentido desde a primeira entrada. Mas como sempre, aos poucos, o desfile foi se materializando, como numa história. Braços amarados, bocas imobilizadas, vestidos de noiva e muita feminilidade e sensualidade num lugar só. Tanta informação é preciso muito profissionalismo por conta das modelos. Quando elas incorporam é que realmente pegamos o que está acontecendo.

Tanta informação e estética podemos concenhar que tem uma chance grande de dar errado, mas Samuel, sou obrigada a te parabenizar pelo desfile, Incrpivel. Apesar da trilha da Lady Gaga, que não me agradou, mas graças a interpretação da grande maioria das modelos fez dar certo. As mesmas souberam marcar presença, interpretaram de uma forma coerente (repetindo: na grande maioria).

Um desfile é um espetáculo, tá certo que AINDA não podemos comparar com os verdadeiros espetáculos (e investimentos) de uma Semana de Moda de Paris como Chanel e Vuitton, mas a simplicidade do cenário, a presença das modelos, e claro das roupas e styling fatástico foi um desfile, no mínimo, surpreendente.



E só pra constar, isso é uma opinião própria e livre para outras opiniões e comentários.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Easy hair





Desde que cortei o cabelo, adoro uusar ele tato solto quando preso, e sempre prendi com eslástico de cabelo, mas percebi que me dava MUITA dor de cabeça, e ainda mais hoje, que estou numa tpm fora do comum, tenho a sensação que meu cérebro vai estourar meu crânio. Sem brinks. Mas como o dia está abafado, vi o vídeo abaixo e me inspirou. Como não tenho mais o cabelo comprido, adaptei pro meu corte.

No meu corte não dá pra enrolar o cabelo porque está muito curto e repicado pra isso.. O que fiz? Separei os grampos, segurei o cabelo como se fosse fazer um rabo e dei uma enrolada como um coque. Coloquei o primeiro grampo. Não soltei o cabelo, continuei segurando. Daí fui colocando os grampo embaixo pra não deixar o cabelo cair.. O resultado foi como uma cascata, ainda mais pelo fato de meu cabelo ser enrolado. Adorei o resultado e usei seis grampos. A cabeça não doeu (tanto quato com elástico). Sem contar que em menos de 2 minutos está pronto!!

INSPIRAÇÃO: